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RETRATOS DO ÊXODO FESTIVO |
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Aconteceu uma diáspora no Brasil. Como a bíblica cruzada dos judeus pelos desertos, os errantes nordestinos reproduziram nas férteis e cruéis terras do Novo Mundo a busca pela terra prometida no país do futuro. Segregados nas favelas e outros guetos urbanos, a comunidade nordestina do Rio de Janeiro inventou um espaço de convivência cultural e resistência existencial – a Feira de São Cristóvão. Nas madrugadas de sábado para domingo, o tradicional bairro imperial carioca é tomado por zabumbas e feijões-de-corda, numa nada rancorosa apologia às tradições da distante e querida terra abandonada. Este ensaio fotográfico, cujas imagens foram colhidas em 1997, tem como objetivo induzir à reflexão sobre a fórmula de resistência encontrada pelos nordestinos para sobreviver no ambiente hostil de nossa cidade. Resistência baseada não na violência ou no desespero – mas uma resistência feita de música, aromas, trabalho, sabores, poesia e história.
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A FEIRA HOJE |
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